Polícia fecha laboratório que remarcava validade de remédios e leite em pó para bebês em Goiás
Na tarde desta quarta-feira (18 de fevereiro), o Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães), da Polícia Militar de Goiás, desmantelou um laboratório clandestino que funcionava em uma residência na Vila Nossa Senhora D’Abadia, em Anápolis. A ação contou com apoio da Vigilância Sanitária municipal.
A operação começou após denúncias anônimas indicarem que o imóvel servia para adulterar cervejas, refrigerantes, leite em pó, fórmulas infantis, protetores solares e repelentes.
Diante das informações, equipes de inteligência passaram a monitorar a casa. Durante a vigilância, os policiais identificaram intensa movimentação de entrada e saída de mercadorias. Por isso, a corporação decidiu realizar a abordagem.
Estrutura montada para adulterar produtos
No interior da residência, os policiais encontraram um homem de 24 anos, apontado como responsável pelo esquema. Inicialmente, ele afirmou que apenas reembalava produtos. No entanto, os agentes localizaram uma impressora industrial, conhecida como datadora ou codificadora, usada para imprimir novas datas de validade nas embalagens.
Além da máquina, a equipe apreendeu grande quantidade de mercadorias com datas adulteradas. Entre os itens estavam fórmulas infantis vencidas que seriam recolocadas no mercado. Também havia alimentos, medicamentos e produtos de higiene pessoal prontos para distribuição.
Segundo os policiais, o conjunto de equipamentos e materiais revelou uma operação estruturada. Dessa forma, o esquema colocava em risco direto a saúde da população, especialmente de bebês recém-nascidos, mais vulneráveis a produtos vencidos ou manipulados de forma irregular.
Resistência e prisão em flagrante
Quando os agentes confrontaram o suspeito com as evidências, ele apresentou versões contraditórias. Em seguida, resistiu à prisão, proferiu ameaças verbais e tentou intimidar a equipe. Diante da situação, os policiais utilizaram força moderada e algemas para contê-lo e garantir a segurança da ocorrência.
Logo após a contenção, a equipe encaminhou o homem à Central de Flagrantes de Anápolis, sem lesões aparentes. A Polícia Civil do Estado de Goiás deve autuá-lo por crimes como corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produto alimentício ou medicinal, além de depósito e venda de mercadoria imprópria para consumo.
Medidas sanitárias imediatas
Paralelamente à prisão, a Polícia Militar acionou a Vigilância Sanitária de Anápolis. O órgão iniciou os procedimentos técnicos e administrativos sobre os produtos apreendidos. Assim, as autoridades buscam impedir que qualquer item falsificado retorne ao mercado.
Com a ação integrada, as forças de segurança reforçam o combate a crimes que atentam contra a saúde pública e ampliam a fiscalização sobre práticas ilegais que afetam diretamente consumidores.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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