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VÍDEO | Por que lembramos de alguns sonhos e esquecemos outros?

Você já acordou lembrando de um sonho com muitos detalhes e, poucos minutos depois, esqueceu quase tudo? O fenômeno está relacionado ao funcionamento do sono e da memória. No Panorama Pontual, entenda como as fases do sono, o momento do despertar e a intensidade emocional podem influenciar a lembrança dos sonhos.

Por que lembramos de alguns sonhos e não de todos?

Você já acordou com a sensação de ter vivido uma história incrível durante a noite, mas percebeu que, poucos minutos depois, quase tudo havia desaparecido da memória? Ou se lembrou de um sonho tão real que continuou pensando nele durante o dia? A explicação envolve o funcionamento do sono e os processos de formação e recuperação das lembranças.

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No Panorama Pontual, o Portal Panorama explica por que algumas experiências permanecem na memória depois que acordamos, enquanto outras desaparecem rapidamente.

O cérebro sonha em diferentes fases do sono

Durante a noite, o cérebro alterna entre o sono não REM, que possui diferentes estágios, e o sono REM, caracterizado pelos movimentos rápidos dos olhos. Essas fases se repetem em ciclos ao longo do descanso.

O sono REM costuma estar associado a sonhos mais vívidos, com imagens, emoções e histórias que parecem reais. No entanto, experiências semelhantes a sonhos também podem acontecer durante o sono não REM.

Isso significa que podemos ter experiências mentais durante diferentes momentos da noite sem necessariamente nos lembrarmos delas pela manhã.

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Por que esquecemos tantos sonhos?

Sonhar e guardar uma lembrança duradoura são processos diferentes. Durante o sono, o cérebro apresenta padrões de atividade distintos daqueles observados quando estamos acordados, o que pode influenciar a formação e a recuperação das lembranças relacionadas aos sonhos.

Além disso, os sonhos podem apresentar cenas fragmentadas, mudanças repentinas de cenário e situações que não seguem uma sequência lógica. Ao despertar, nem sempre conseguimos organizar esses fragmentos em uma lembrança estável.

Por isso, não recordar um sonho não significa necessariamente que não tenhamos sonhado. Muitas vezes, a experiência simplesmente não se transforma em uma memória que conseguimos recuperar depois.

O momento de despertar influencia a lembrança

A maneira como acordamos também pode influenciar a recordação dos sonhos. Despertar durante ou logo após uma experiência onírica pode facilitar a lembrança do que estava acontecendo.

Por outro lado, quando começamos imediatamente a pensar nos compromissos do dia, os detalhes podem desaparecer antes que consigamos recuperá-los.

As diferenças individuais, os hábitos de atenção e as características do sono também podem influenciar a frequência com que uma pessoa se lembra dos sonhos. Isso não significa, porém, que apenas quem tem sono leve sonha ou consegue recordar essas experiências.

Por que alguns sonhos parecem tão reais?

Sonhos que provocam emoções intensas, como medo, surpresa, alegria ou angústia, podem chamar mais atenção quando despertamos. Essa intensidade pode contribuir para que a experiência pareça mais marcante e seja mais fácil de recordar naquele momento.

Os sonhos também podem incorporar lembranças, preocupações e acontecimentos cotidianos. Elementos de experiências recentes e de memórias mais antigas podem aparecer combinados durante o sono.

Isso não significa que todo sonho tenha um significado oculto ou represente diretamente um problema emocional específico. A ciência ainda investiga por que sonhamos e como essas experiências se relacionam com a memória e as emoções.

Como lembrar melhor dos sonhos?

Uma estratégia simples é registrar o que você consegue recordar assim que acorda. Pode ser em um caderno ao lado da cama ou em uma anotação no celular.

Não é necessário escrever uma história completa. Vale começar pelos detalhes que ainda estão presentes: pessoas, lugares, emoções e acontecimentos.

Outra dica é reservar alguns instantes ao despertar para tentar reconstruir mentalmente a experiência antes de iniciar outras atividades. Com o tempo, esse hábito pode ajudar a registrar mais detalhes dos sonhos lembrados, embora não exista garantia de recuperar todos eles.

Também é importante destacar que lembrar ou não lembrar dos sonhos, por si só, não significa que exista algum problema de saúde.

O que a ciência explica sobre os sonhos?

Esquecer um sonho é uma experiência comum e está relacionado à maneira como o cérebro processa e recupera informações durante a transição entre o sono e a vigília.

O momento do despertar, a atenção e a intensidade emocional podem influenciar aquilo de que nos lembramos. Ainda assim, a ciência não tem todas as respostas sobre por que sonhamos ou por que algumas experiências permanecem na memória enquanto outras desaparecem.

Talvez aquela história que parecia tão real durante a noite não tenha sido esquecida por falta de importância. Ela pode simplesmente não ter se consolidado como uma lembrança que conseguimos acessar depois.