Hinge desembarca no Brasil e desafia Tinder ao apostar em relacionamentos duradouros
O aplicativo de relacionamentos Hinge chegou discretamente ao Brasil em novembro com uma proposta diferente da maioria das plataformas do setor. Conhecido como “irmão do Tinder”, o app pertence ao Match Group, maior conglomerado global de aplicativos de namoro, mas aposta em conexões mais profundas e duradouras.
Enquanto o Tinder se popularizou pela rapidez dos “matches”, o Hinge exige mais envolvimento logo no início. Para criar um perfil, o usuário precisa responder perguntas pessoais, adicionar fotos e interagir com partes específicas do perfil de outras pessoas, como frases, interesses ou opiniões. Com isso, a plataforma busca reduzir a quantidade de combinações e aumentar a qualidade das interações.
Segundo a CEO do aplicativo, Jackie Jantos, a proposta reflete mudanças de comportamento, sobretudo entre jovens adultos. De acordo com ela, esse público busca relacionamentos mais significativos, que vão além da aparência e da troca rápida de curtidas.
Além disso, o Hinge utiliza inteligência artificial para analisar perfis e padrões de comportamento. A tecnologia sugere combinações com maior compatibilidade entre os usuários. Diferente de outros aplicativos, o sistema permite demonstrar interesse em partes específicas do perfil, sem descartar a pessoa por completo, o que estimula conversas mais naturais.
Nos Estados Unidos, o aplicativo ganhou notoriedade após se tornar a plataforma em que o atual prefeito de Nova York conheceu a esposa. O caso é usado pela própria empresa como exemplo do foco em relações sérias.
No Brasil, a expectativa é alcançar até 1 milhão de usuários, dentro de um universo estimado de cerca de 4 milhões de solteiros conectados digitalmente. Em escala global, o Hinge já soma aproximadamente 15 milhões de usuários. A monetização ocorre por meio de planos premium, que liberam recursos adicionais, sem a veiculação de anúncios.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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