Eleições 2026: Kalmer Nascimento vê disputa aberta no Brasil e favoritismo consolidado em Goiás
O programa PN7 em Pauta desta terça-feira (18) trouxe uma análise aprofundada sobre o cenário político nacional e estadual com a participação do analista político Kalmer Nascimento. A entrevista abordou as articulações para as eleições de 2026, tanto no Brasil quanto em Goiás, com destaque para possíveis candidaturas e o atual equilíbrio de forças entre os grupos políticos.
A condução da entrevista ficou por conta do apresentador Hammurabi, que direcionou os questionamentos ao especialista, explorando desde o impacto de decisões nacionais até os reflexos diretos no cenário goiano.
Cenário nacional ainda indefinido e marcado por disputas internas
Durante a entrevista, Kalmer destacou que uma eventual candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República depende diretamente de fatores nacionais, especialmente da definição dentro de seu partido.
Segundo o analista, o Gilberto Kassab já sinalizou que o candidato será aquele com melhor desempenho nas pesquisas, embora existam bastidores indicando preferência por outros nomes, como Ratinho Júnior.
Kalmer também avaliou o impacto da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, apontando duas possíveis consequências:
-
Fragmentação da direita
-
Ou fortalecimento de uma união em torno de novos nomes
Entre os nomes citados como possíveis protagonistas estão ainda Eduardo Leite, Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro.
Para o analista, apesar da força do sobrenome, Flávio Bolsonaro ainda precisa consolidar sua imagem política diante de adversários com experiência administrativa comprovada.
Daniel Vilela desponta como favorito em Goiás
Ao analisar o cenário estadual, Kalmer Nascimento apontou que o vice-governador Daniel Vilela surge como principal nome na disputa pelo governo de Goiás.
Segundo ele, Vilela tem se consolidado como herdeiro político de Ronaldo Caiado e lidera pesquisas internas. Além disso, a atual gestão estadual apresenta alta aprovação, o que fortalece sua pré-candidatura.
Outro fator relevante destacado foi a mobilização política recente, com forte apoio de prefeitos, vereadores e lideranças regionais, evidenciando a capilaridade do grupo governista.
Apesar do cenário favorável, Kalmer alertou que a escolha do vice será um ponto estratégico decisivo para consolidar a candidatura.
Oposição fragmentada dificulta disputa no primeiro turno
Em relação à oposição, o analista avalia que há baixa probabilidade de união entre os principais nomes, como Marconi Perillo, Wilder Morais e Adriana Accorsi.
Segundo Kalmer, cada grupo segue estratégias próprias, o que deve resultar em uma disputa fragmentada no primeiro turno. Ele também destacou que o Partido dos Trabalhadores deve lançar candidatura própria, embora ainda sem definição de nome.
Outro ponto mencionado foi a movimentação de Wilder Morais ao indicar como vice Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, o que trouxe novo dinamismo ao cenário, mas ainda insuficiente para unificar a oposição.
Campanha pode ter embates acirrados, mas eleitor busca resultados
O analista também não descartou uma campanha marcada por ataques e disputas mais agressivas, seguindo tendência observada em eleições nacionais recentes.
Ainda assim, ele ponderou que o eleitor tende a priorizar propostas concretas, especialmente aquelas ligadas à melhoria da qualidade de vida, segurança e desenvolvimento econômico.
Interior e agro devem influenciar resultado eleitoral
Outro ponto relevante destacado foi a influência do interior e do agronegócio no resultado das eleições. Segundo Kalmer, há uma forte conexão entre capital e interior, com reflexos diretos da economia do agro no comportamento do eleitor.
Mesmo com debates sobre medidas como a taxação do setor, o analista afirma que há reconhecimento por parte da população em relação aos avanços da gestão estadual, o que se reflete em altos índices de aprovação.

