Saúde e Bem Estar

Jejum intermitente funciona mesmo? É bom para a saúde?

A prática ainda é bastante procurada por muitas pessoas que desejam obter resultados rápidos na perda de peso e até mesmo como estilo de vida. Porém, o que poucos sabem é dos riscos que isso pode trazer à saúde a curto e longo prazo.

Há alguns anos, o jejum intermitente se tornou uma prática popular depois que muitos influenciadores, celebridades e grandes nomes da moda se declararam adeptos do programa, cuja característica principal é a restrição alimentar por horas seguidas.

A prática ainda é bastante procurada por muitas pessoas que desejam obter resultados rápidos na perda de peso e até mesmo como estilo de vida. Porém, o que poucos sabem é dos riscos que isso pode trazer à saúde a curto e longo prazo, uma vez que a alimentação é uma das necessidades fisiológicas elementares da vida.

A restrição alimentar já fez parte da rotina de várias civilizações ao longo da história. Hoje ainda existem heranças culturais que perpetuam essa prática. Porém, até que ponto é saudável restringir a alimentação? Quais os perigos da restrição alimentar prolongada?

O jejum intermitente não trabalha a qualidade do que se come, apenas a quantidade. Geralmente, se começa a fazer o jejum por 8 horas e vai aumentando, podendo chegar até 24 horas sem comer. Depois desse período, pode haver uma refeição em que a pessoa come o que quiser.

Muitas pessoas chamam o método de dieta, erroneamente. Dietas pressupõem uma alimentação regular, o que não acontece no caso do jejum.

Não há comprovação científica de que o método realmente funcione, muitas pessoas são orientadas por leigos, uma vez que poucos profissionais recomendam esse tipo de restrição. A perda de peso rápida acontece em decorrência da resposta do organismo à falta de comida, fazendo com que ele compense a perda utilizando as reservas que já possui. Ou seja, basta voltar à rotina paga ganhar os quilos de volta.

Quando falamos em saúde, podem haver benefícios, pois o jejum diminui a sobrecarga no fígado e intestinos, desintoxicando o corpo. Porém, a prática traz inúmeros malefícios à saúde, quando feito de maneira desregrada e quando é adotado perigosamente como estilo de vida.

Pode-se chegar a estados do desnutrição e inanição. O método também causa efeitos sobre o sistema nervoso central, ocasionando irritabilidade e perda de memória. Além disso, uma verdadeira pane pode acontecer, acarretando fraquezas, tonturas e desmaios.

Segundo especialistas, para quem quer aderir a um estilo de vida saudável, a reeducação alimentar, associada a atividades físicas e hidratação adequada, é a melhor opção. O emagrecimento é consequência da vida saudável, não sendo necessário sacrificar um pelo outro.

Já para quem precisa perder peso rápido para um evento, por exemplo, são recomendadas as “dietas de emergência”, que têm duração curta. Seja qual for o seu objetivo, o mais importante é receber acompanhamento profissional,  para obter o resultado desejado e para manutenção da sua saúde em primeiro lugar.

Larissa Pedriel
Foto Capa: Internet
Jornalismo Portal Panorama

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