Sem ligações, sem dinheiro e sem pistas: desaparecimento de biomédica completa mais de 70 dias
A biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, está desaparecida há mais de 70 dias. Desde então, ela não realizou movimentações bancárias nem fez ligações telefônicas. A informação foi confirmada pela delegada Aline Lopes, responsável pela investigação da Polícia Civil de Goiás.
Segundo a delegada, a polícia solicitou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário. No entanto, as análises não apresentaram novos indícios sobre a localização da biomédica. “Os resultados não trouxeram nenhuma novidade. Eles apenas confirmaram dados que já tínhamos”, explicou.
Desaparecimento ocorreu em Corumbá de Goiás
Érika desapareceu no dia 1º de novembro, após abandonar o carro no meio da rua, em Corumbá de Goiás. A cidade fica no Entorno do Distrito Federal. A biomédica seguia viagem de Alexânia para Jataí, onde o pai mora.
De acordo com a polícia, as primeiras buscas se concentraram em um raio de dois quilômetros. Posteriormente, a equipe ampliou a área para oito quilômetros ao redor do local onde ela foi vista pela última vez.
A Polícia Civil contou com o apoio do Corpo de Bombeiros nas buscas. A equipe trabalhou principalmente em áreas de mata próximas ao local onde o carro foi encontrado. A polícia também utilizou cães farejadores durante as operações.
“Nós esperávamos encontrar pelo menos o celular dela, mas nada foi localizado”, afirmou a delegada. Até o momento, a polícia não encontrou vestígios da biomédica nem do aparelho telefônico.
Sem uso de aplicativos ou registros de viagem
As investigações apontaram que Érika não utilizou aplicativos de transporte, locação temporária ou entrega de comida. A polícia também fez consultas junto a companhias aéreas e à Polícia Federal.
Segundo a delegada, não há indícios de que a biomédica tenha saído do país. Com essa confirmação, a polícia reforçou as buscas em território nacional.
A delegada Aline Lopes afirmou que o caso segue como prioridade. Ela destacou o impacto do desaparecimento para os familiares. “A polícia reconhece o sofrimento da família e a necessidade de respostas”, declarou.
O irmão de Érika, Júlio César de Sousa, relatou que o último contato com a família ocorreu na manhã do dia 1º de novembro. Na ligação, a biomédica informou que teve um problema no carro.
Último contato antes do desaparecimento
Segundo Júlio, Érika contou que bateu o veículo no meio-fio enquanto olhava o celular. Com o impacto, a bomba de combustível travou e o carro não ligou mais. Um homem tentou ajudá-la no local.
Ainda conforme o irmão, as pessoas se afastaram por um momento. Quando retornaram, a biomédica já não estava mais no local. A região não possui câmeras de segurança, o que dificulta a investigação.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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