Profissões do agro em alta em 2026 oferecem salários de até R$ 50 mil

Profissões do agro em alta em 2026 oferecem salários de até R$ 50 mil

O ano de 2026 começou confirmando o agronegócio como um dos pilares da economia brasileira. Segundo o Cepea, o setor responde por cerca de 24% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, o campo vive uma nova fase, marcada por tecnologia, conectividade e análise de dados em tempo real.

Nesse contexto, o mercado busca profissionais capazes de integrar operação e inteligência digital. Por isso, cresce a demanda por especialistas em tecnologia, sustentabilidade e gestão.

Escassez de mão de obra impulsiona salários

Atualmente, consultorias como a Robert Half apontam um apagão de talentos em áreas estratégicas. Como resultado, empresas disputam profissionais qualificados e elevam salários. Já neste primeiro semestre, algumas posições superam R$ 50 mil mensais, somando remuneração fixa e variável.

Esse movimento ocorre, principalmente, em cargos de liderança e funções técnicas de alta especialização.

Onde estão as vagas no agro em 2026

De acordo com a Fundação Instituto de Administração (FIA), todos os elos da cadeia produtiva contratam. Antes da porteira, crescem as vagas em biotecnologia e defensivos biológicos. Assim, o setor reduz o uso de químicos e amplia a sustentabilidade.

Dentro da porteira, a rotina das fazendas se tornou digital. Portanto, o trabalho manual cede espaço para funções técnicas e analíticas. Já depois da porteira, a logística e o comércio exterior ganham força. Isso ocorre devido à safra recorde prevista para este ano.

Tecnologia lidera as contratações

A Agricultura 4.0 já é realidade, enquanto a transição para a 5.0 avança. Com isso, o ecossistema de agtechs gera vagas altamente qualificadas. Entre as principais estão:

  • Cientista de Dados Agrícolas, responsável por analisar dados de sensores e sistemas IoT;

  • Gestor de Frota Autônoma e Drones, que opera máquinas e robôs agrícolas;

  • Engenheiro de Automação Agrícola, focado na integração de sistemas das fazendas.

Esses profissionais atuam em ambientes cada vez mais digitais e automatizados.

ESG deixa de ser diferencial e vira regra

Além da tecnologia, a pauta ambiental ganhou protagonismo. Em 2026, normas internacionais mais rígidas exigem rastreabilidade e conformidade ambiental. Por isso, o Gerente de Sustentabilidade (ESG) tornou-se peça-chave nas empresas.

Esse profissional garante o cumprimento do Código Florestal, facilita o acesso a crédito e abre portas para mercados premium. Assim, sustentabilidade passou a ser condição básica de competitividade.

Salários podem chegar a R$ 55 mil

No campo financeiro, o Trader de Commodities continua entre os cargos mais bem pagos. A volatilidade cambial aumentou a importância do hedge para produtores. Atualmente, as faixas salariais observadas no mercado são:

  • Diretor de Supply Chain: R$ 30.000 a R$ 55.000

  • Gerente de Fazenda de Alta Tecnologia: R$ 15.000 a R$ 35.000

  • Especialista em Bioenergia e Carbono: R$ 12.000 a R$ 25.000

Esses valores refletem a escassez de profissionais qualificados e a complexidade das funções.

Perfil híbrido é exigência do mercado

Por fim, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) reforça que o diploma isolado já não garante emprego. O mercado procura o profissional híbrido. Ou seja, agrônomos que dominam tecnologia e gestores que entendem o campo.

Além disso, fluência em inglês e adaptação a novas ferramentas digitais tornaram-se requisitos básicos. Em síntese, o agronegócio de 2026 é rápido, conectado e recompensa quem acompanha esse ritmo.

Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7

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Gessica Vieira

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