O comércio exterior do agronegócio brasileiro apresenta resultados diferentes entre os segmentos em outubro de 2026. Enquanto as exportações de uvas e o volume diário de carne bovina registram queda, os embarques de frutas e carne de aves avançam. No campo, a canola amplia sua área cultivada no Rio Grande do Sul, e o Brasil mantém participação expressiva no mercado mundial de algodão.
Exportações de uvas recuam
Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou aproximadamente 14,7 mil toneladas de uvas, queda de 14,33% em relação ao mesmo período de 2025. A receita ficou em cerca de 41 milhões de dólares. Outubro e novembro serão decisivos para o desempenho da temporada.
Carne bovina cai e aves avançam
Nos primeiros sete dias úteis de outubro, o volume médio diário exportado de carne bovina caiu 39,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já os embarques de carne de aves cresceram 28,1%, com aumento de 46,8% na receita diária.
Exportações de frutas crescem
As exportações brasileiras de frutas e nozes frescas ou secas avançaram 2,5% na média diária nos primeiros sete dias úteis de outubro, em relação ao ano anterior. A receita média diária aumentou 8,5%.
Canola amplia área cultivada
No Rio Grande do Sul, a área estimada de canola supera 353 mil hectares em 2026, crescimento de 102,64% em relação ao ano passado. A oleaginosa pode ser utilizada na produção de óleo comestível e biodiesel, além de gerar farelo destinado à alimentação animal.
Brasil lidera exportações de algodão
O Brasil responde por 34% do comércio mundial de algodão. Na safra 2025/2026, as exportações chegaram a 3,374 milhões de toneladas, e a projeção para 2026/2027 é de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas.


