Alerta em Goiás: cinco bovinos morrem por raiva e Agrodefesa reforça vacinação obrigatória

Alerta em Goiás: cinco bovinos morrem por raiva e Agrodefesa reforça vacinação obrigatória

Casos foram registrados em Carmo do Rio Verde e Silvânia; agência reforça importância da vacinação e do controle de morcegos transmissores.

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou a morte de cinco bovinos por raiva em Goiás. Os casos ocorreram em duas cidades do estado: Carmo do Rio Verde, na região central, e Silvânia, no sudeste. Após notificação feita pelos próprios produtores e exames laboratoriais confirmarem o diagnóstico, equipes da agência foram mobilizadas para conter o avanço da doença.

Segundo a Agrodefesa, os sinais clínicos da raiva em animais incluem agitação ou apatia, dificuldade de locomoção, incoordenação motora, paralisia, salivação excessiva e, em grande parte dos casos, a morte.

De acordo com Denise Toledo, gerente de sanidade animal da Agrodefesa, a prevenção é baseada em duas frentes: vacinação e controle do morcego hematófago, principal transmissor da doença. “Até o dia 1º de julho, trabalhávamos com vacinação obrigatória em 119 municípios considerados mais suscetíveis à raiva. Agora, a estratégia é focar na vacinação obrigatória em áreas onde há ocorrência, como Carmo do Rio Verde e Silvânia. Além disso, realizamos busca ativa de abrigos de morcegos transmissores para eliminar focos de risco”, destacou.

O zootecnista Weder de Lima Vieira, coordenador de assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), reforçou a gravidade da doença e a importância da adesão dos produtores às campanhas de imunização. “A raiva é uma doença viral de alta letalidade, que atinge bovinos, equinos, caprinos e ovinos. Além das perdas econômicas, ela pode afetar diretamente a saúde humana, pois é uma zoonose transmitida pela saliva de animais infectados ou pela mordida de morcegos hematófagos”, explicou.

Ele lembrou que, entre maio e junho de 2025, produtores de 119 municípios goianos participaram da última campanha obrigatória de vacinação contra a raiva dos herbívoros. A ação imunizou 2,5 milhões de animais, alcançando 99,15% de cobertura. “Esse resultado demonstra o compromisso dos produtores com a saúde animal e humana. É importante destacar que carne, leite e derivados de animais vacinados, sadios e inspecionados continuam seguros para consumo, garantindo a segurança alimentar da população”, afirmou.

No caso dos seres humanos, a raiva é considerada uma das doenças mais graves conhecidas, já que, após o surgimento dos sintomas, a taxa de letalidade é praticamente de 100%. Os sinais incluem febre, dor de cabeça, alterações de comportamento, salivação intensa, dificuldade para engolir, convulsões, paralisia e, na maioria dos casos, morte.

Para conter novos casos, a Agrodefesa mantém cinco equipes atuando nas regiões afetadas. Os trabalhos envolvem vigilância epidemiológica, ações de educação sanitária, orientação a produtores e monitoramento de possíveis novos focos. Uma das equipes está dedicada à identificação de abrigos de morcegos transmissores e à adoção de medidas de controle populacional.

A Agrodefesa orienta que, em caso de suspeita de raiva em animais, os produtores façam a notificação pelo site oficial, diretamente em uma unidade operacional local ou pelo telefone 0800 646-1122. Já na zona urbana, a recomendação é que a população comunique imediatamente à Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Por Victor Santana Costa
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7

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Víctor Santana Costa

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