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Eleições 2026 redesenham forças políticas em Goiás; veja o que mudou após o primeiro turno

Daniel Vilela vence no primeiro turno, PL amplia presença no Congresso, MDB lidera bancada na Assembleia e resultado de Marconi altera equilíbrio entre os principais grupos do estado

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As urnas fecharam o primeiro turno das Eleições 2026 em Goiás com mais do que a definição dos próximos ocupantes do Governo, do Senado, da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa. O resultado também alterou a distribuição de forças entre partidos e grupos políticos que disputarão espaço no estado a partir de 2027.

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Daniel Vilela (MDB) venceu a eleição para governador ainda no primeiro turno, com 2.148.218 votos, equivalentes a 59,17% dos votos válidos. Wilder Morais (PL) terminou em segundo, com 21,96%, seguido por Luis Cesar Bueno (PT), com 9,82%, e Marconi Perillo (PSDB), com 8,69%.

A vitória garante a Daniel um mandato conquistado diretamente nas urnas depois de ter assumido o comando do Estado em 2026. Mais do que a vantagem sobre os adversários, o resultado consolida o MDB como uma das principais forças institucionais de Goiás para o próximo ciclo.

MDB mantém Governo e conquista maior bancada na Assembleia

Além de vencer a disputa pelo Palácio das Esmeraldas, o MDB terminou o primeiro turno com a maior bancada da Assembleia Legislativa de Goiás.

O partido elegeu sete dos 41 deputados estaduais. O PL terá cinco cadeiras, enquanto PT e União Brasil elegeram quatro deputados cada. PRD e Mobiliza ficaram com três representantes cada.

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A deputada estadual mais votada foi Carol do Amiltinho (MDB), com 109.002 votos.

Esse desenho dá ao partido do governador a maior bancada individual da próxima legislatura. Isso não significa maioria automática na Assembleia, mas coloca o MDB em posição relevante nas negociações políticas e legislativas a partir de 2027.

PL não conquista Governo, mas amplia presença institucional

Se o resultado para governador terminou com derrota de Wilder Morais, as urnas produziram um cenário diferente para o PL em outras disputas.

O partido elegeu Gustavo Gayer para o Senado, colocou Wilder na segunda posição para governador e conquistou quatro das 17 cadeiras de Goiás na Câmara dos Deputados, tornando-se a maior bancada individual do estado em Brasília.

Foram eleitos pelo PL Fred Rodrigues, Magda Mofatto, Major Vitor Hugo e Fábio Sousa.

Na Assembleia Legislativa, o partido também terá cinco deputados, a segunda maior bancada individual, atrás apenas do MDB.

O conjunto dos resultados mostra que a derrota na disputa pelo Governo não significou redução da presença institucional do partido em Goiás.

Gayer e Gracinha assumem vagas no Senado

Goiás também renovou duas das três cadeiras do estado no Senado Federal.

Gustavo Gayer (PL) terminou em primeiro, com 24,53% dos votos válidos, enquanto Gracinha Caiado (União Brasil) ficou em segundo, com 21,83%. Os dois foram eleitos para mandatos de oito anos, entre 2027 e 2035.

Zacharias Calil (MDB) terminou em terceiro, com 14,94%, seguido por Oséias Varão (PL), com 10,13%, e Vanderlan Cardoso (PSD), com 9,49%.

Com o resultado, Gayer e Gracinha ocuparão as vagas atualmente pertencentes a Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso. Wilder Morais permanece como o terceiro representante de Goiás no Senado, com mandato até 2031.

União Brasil mantém peso na representação federal

O União Brasil também saiu das urnas com presença significativa na bancada federal.

O partido elegeu três deputados federais: Bruno Peixoto, José Nelto e Silvye Alves. Bruno foi ainda o candidato a deputado federal mais votado em Goiás, com 207.899 votos.

Na sequência apareceram Adriana Accorsi (PT), com 177.103 votos, e Fred Rodrigues (PL), com 152.380.

No total, a nova bancada goiana na Câmara terá quatro deputados do PL, três do União Brasil, dois do PT, dois do MDB, dois do PSD e um representante de PP, PRD, Podemos e Republicanos.

Resultado de Marconi altera posição do PSDB no cenário estadual

Um dos resultados mais significativos da eleição foi o desempenho de Marconi Perillo.

O ex-governador terminou a disputa pelo Governo em quarto lugar, com 8,69% dos votos válidos, atrás também de Luis Cesar Bueno, do PT.

Na Assembleia Legislativa, o PSDB elegeu dois deputados estaduais: José Machado e Gustavo Sebba. Na Câmara dos Deputados, o partido não conquistou nenhuma das 17 cadeiras destinadas a Goiás.

O resultado reduz a representação institucional do partido quando comparado ao papel que o PSDB exerceu durante décadas na política goiana e modifica a correlação de forças entre os principais grupos do estado.

Novo equilíbrio para 2027

O desenho que emerge das urnas não apresenta uma força política única dominando todos os espaços.

O MDB mantém o Governo e lidera a Assembleia Legislativa.
O PL terá a maior bancada goiana na Câmara dos Deputados e também passará a ocupar duas das três cadeiras de Goiás no Senado, com Gustavo Gayer e Wilder Morais. A terceira cadeira ficará com Gracinha Caiado, do União Brasil.
O União Brasil elege Gracinha Caiado e mantém três deputados federais.
O PT preserva representação relevante na Câmara e na Assembleia, apesar de não disputar diretamente o segundo lugar para governador.
E o PSDB sai do primeiro turno com representação parlamentar menor e com seu principal nome em quarto lugar na disputa pelo Governo.

Esse será o ponto de partida da política goiana a partir de 2027.

Mais do que definir nomes, o primeiro turno das Eleições 2026 reorganizou bancadas, abriu novos espaços de liderança e estabeleceu uma nova correlação de forças entre Governo, oposição e partidos com representação no Congresso e na Assembleia Legislativa.

Sobre o autor

CEO do <em>Portal Panorama</em> e diretor do <em>PodCast #CaféComEla</em>. Formado em Comunicação Institucional, atua na área de jornalismo e mídia digital, sempre buscando informar com credibilidade e dinamismo.

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