Cães mais dóceis para crianças: veja raças que se destacam

Escolher um cachorro para fazer parte de uma família com crianças vai muito além de observar o tamanho ou a aparência do animal. Temperamento, nível de energia, socialização e capacidade de adaptação à rotina da casa estão entre os principais fatores que devem ser considerados.
Algumas raças são frequentemente apontadas por veterinários e especialistas em comportamento animal como boas companheiras para famílias com crianças. Entre elas estão Golden Retriever, Labrador Retriever, Poodle, Beagle, Cavalier King Charles Spaniel, Terra-nova e Boxer.
No entanto, não existe uma raça que seja automaticamente dócil em todas as situações. O comportamento de cada cachorro também é influenciado pela criação, pelo ambiente, pela socialização e pelo treinamento.
Golden Retriever
Conhecido pelo comportamento sociável e afetuoso, o Golden Retriever costuma aparecer entre as principais opções para famílias com crianças.
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A raça geralmente apresenta facilidade para aprender comandos, gosta de participar das atividades da família e tem disposição para brincadeiras. Como é um cão ativo, precisa de exercícios e estímulos diários.
Labrador Retriever
O Labrador também é frequentemente associado à convivência familiar. Brincalhão, sociável e com bastante energia, pode acompanhar crianças em atividades e passeios.
Por ser um cachorro de porte maior e bastante ativo, é importante que receba treinamento desde cedo. A rotina também deve incluir exercícios para que a energia seja canalizada de maneira adequada.
Poodle
A inteligência e a facilidade de treinamento são características que fazem do Poodle uma alternativa para famílias que procuram um cão companheiro.
A raça possui diferentes portes e costuma desenvolver forte vínculo com os tutores. A socialização desde cedo ajuda na adaptação ao contato com crianças e à rotina doméstica.
Beagle
O Beagle costuma combinar com famílias que gostam de uma rotina mais ativa. É conhecido por ser curioso, alegre e brincalhão.
Por outro lado, seu forte instinto de exploração exige atenção durante passeios e atividades ao ar livre. O animal também precisa de estímulos físicos e mentais para evitar o tédio.
Cavalier King Charles Spaniel
De menor porte, o Cavalier King Charles Spaniel costuma ser descrito como afetuoso e adaptável, características que podem favorecer a convivência em ambientes familiares.
Apesar disso, a escolha da raça deve levar em conta suas necessidades de saúde e acompanhamento veterinário, além da rotina e do perfil da família.
Terra-nova
O Terra-nova chama atenção pelo porte grande e pelo comportamento geralmente descrito como calmo e paciente.
É um cão que pode se adaptar à convivência familiar, mas seu tamanho exige espaço e planejamento. Mesmo sendo considerado dócil, um animal desse porte pode derrubar uma criança acidentalmente durante uma brincadeira.
Boxer
O Boxer costuma apresentar perfil brincalhão, leal e bastante ligado aos tutores. Por ter muita energia e força física, pode ser uma opção mais adequada para famílias que conseguem oferecer atividades e treinamento regularmente.
A educação do animal é especialmente importante para controlar comportamentos como pulos e brincadeiras mais intensas.
Raça não é garantia de comportamento
Apesar das listas de raças consideradas mais adequadas para famílias, especialistas alertam que a raça, sozinha, não determina o comportamento de um cachorro.
Um levantamento com veterinários mostrou que Golden Retriever, Labrador, Beagle, Poodle e Boxer estavam entre as raças consideradas mais apropriadas para famílias com crianças. Ainda assim, os próprios dados reforçam que características individuais precisam ser consideradas.
Por isso, antes de levar um animal para casa, a família deve avaliar o espaço disponível, tempo para passeios, condições financeiras para alimentação e cuidados veterinários e, principalmente, o perfil do próprio cachorro.
Crianças também precisam aprender a conviver com o animal
A responsabilidade pela segurança não deve ficar apenas com o cachorro. Crianças precisam aprender a respeitar os limites do animal e entender que algumas situações podem causar medo ou desconforto.
Brincadeiras agressivas, puxões de orelha e cauda, aproximação durante a alimentação ou tentativa de retirar brinquedos do animal devem ser evitados.
A interação entre crianças pequenas e cães também deve ser supervisionada por um adulto. Dessa forma, a família contribui para uma convivência mais segura tanto para os pequenos quanto para o animal.
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