Saúde mantém vacinação contra dengue para crianças em Goiás após suspensão preventiva de doses para profissionais

Saúde mantém vacinação contra dengue para crianças em Goiás após suspensão preventiva de doses para profissionais

A vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos segue normalmente em Goiás. A orientação das autoridades de saúde é que pais e responsáveis continuem procurando as unidades básicas para garantir a imunização, mesmo após a suspensão preventiva de doses destinadas a profissionais da saúde.

A medida foi adotada após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou a interrupção temporária do uso de imunizantes produzidos pelo Instituto Butantan voltados exclusivamente a profissionais da saúde. A decisão ocorreu após o registro de eventos adversos graves em três pacientes no país.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), a suspensão faz parte de um protocolo padrão de farmacovigilância, utilizado para investigar possíveis reações e garantir a segurança da população. Até o momento, não há comprovação de relação direta entre os casos e a vacina.

Em Goiás, mais de 10 mil doses haviam sido aplicadas em profissionais da atenção primária desde fevereiro. Apenas um caso suspeito foi registrado no estado, que segue em investigação. O paciente já recebeu alta hospitalar e está em recuperação em casa.

Para evitar qualquer risco ou confusão nas unidades de saúde, a SES-GO orientou o recolhimento imediato de todas as doses do Butantan, que estão sendo armazenadas separadamente até a conclusão das análises.

Já a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, continua sendo aplicada normalmente. De acordo com as autoridades, o imunizante possui fórmula diferente e não apresentou registro de eventos adversos graves, mantendo seu uso recomendado para o público infantil.

A subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO destacou que a suspensão é uma medida preventiva e reforçou a importância da vacinação. Segundo ela, o maior risco continua sendo a própria doença.

Profissionais de saúde que receberam a vacina do Butantan recentemente devem observar o período de até 21 dias após a aplicação. Em caso de sintomas como febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, vômito ou mal-estar, a orientação é procurar atendimento médico e informar sobre a vacinação recente.

Quem recebeu a dose há mais de 21 dias não está mais dentro da janela considerada de risco para possíveis reações.

A recomendação para manter a vacinação das crianças leva em conta o histórico recente da dengue no estado. Em 2025, Goiás registrou 122 mortes causadas pela doença, reforçando a necessidade de prevenção, principalmente antes do próximo período chuvoso, quando há aumento na circulação do vírus.

 

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Gessica Vieira

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