Gás de cozinha deve subir em Goiás a partir desta terça-feira

Gás de cozinha deve subir em Goiás a partir desta terça-feira

O preço do gás de cozinha (GLP) deve sofrer aumento de até R$ 8 em Goiás a partir desta terça-feira, 31. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), Zenildo Dias, em entrevista ao Jornal Opção.

Segundo o dirigente, o reajuste está diretamente ligado ao aumento no custo do transporte, impulsionado pela alta do diesel, que, por sua vez, reflete tensões e conflitos no Oriente Médio. Além disso, a carga tributária estadual também contribui para a elevação dos preços ao consumidor.

Atualmente, o valor do botijão de gás no estado varia, em média, entre R$ 100 e R$ 130, dependendo da região. O reajuste, no entanto, não será uniforme. Como o mercado é livre, cada revendedor define sua política de preços conforme seus custos operacionais. Apesar disso, em diversas revendedoras consultadas, o aumento previsto é de R$ 8.

“O preço é livre, mas se o diesel subiu mais de 20%, o transporte fica mais caro e o preço do gás pode aumentar. O transporte de gás hoje não está na mão das companhias, está na mão da nossa classe. Cada um faz o seu. Se achar que tem que repassar R$ 3, R$ 5, isso varia”, explicou Zenildo Dias.

Ele também destacou que o sindicato atua apenas como referência para o mercado, sem poder de fixação de preços. “A gente faz um preço médio para o mercado, não podemos tabelar. Também não pode ter aumento abusivo”, afirmou.

Outro fator que pressiona o valor do gás de cozinha é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De acordo com Zenildo, o tributo representa cerca de R$ 19 no preço final de um botijão em Goiás.

“Os governadores também precisam abaixar o ICMS. Só o imposto custa R$ 19 do botijão de gás”, disse.

O presidente do Sinergás ainda relacionou o cenário de alta aos impactos de tensões geopolíticas internacionais sobre os combustíveis. “A culpa não é nossa. O homem lá e os Estados Unidos entram numa briga, numa guerra, e nós vamos pagar a conta”, declarou.

Apesar da previsão de aumento, o sindicato reforça que não há um reajuste oficial único. Os valores podem variar de acordo com fatores como distância, logística e concorrência entre os revendedores em cada município.

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Gessica Vieira

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