O município de Britânia, no Vale do Araguaia, tornou-se o 20º de Goiás habilitado a exportar frutos frescos de cucurbitáceas, como melancia, melão e abóbora, para mercados internacionais com exigências fitossanitárias específicas. O reconhecimento foi concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após o cumprimento de protocolos de monitoramento e controle de pragas, com apoio técnico da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).
A autorização amplia as possibilidades de comercialização da produção agrícola do município, incluindo mercados do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai.
A inclusão foi oficializada pela Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União no início de outubro. Com a decisão, Goiás passou a contar com 20 municípios integrantes do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para cucurbitáceas.

Monitoramento durou seis meses
Para obter o reconhecimento, produtores rurais e responsáveis técnicos precisaram comprovar o cumprimento das exigências sanitárias estabelecidas pelo Ministério da Agricultura.
O processo envolveu o monitoramento da praga Anastrepha grandis, conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas, que representa uma preocupação fitossanitária para a comercialização internacional dessas culturas.
Segundo a Agrodefesa, foram realizadas coletas regulares e ações de monitoramento nas áreas de produção durante seis meses consecutivos, com o objetivo de demonstrar a ausência da praga, conforme os protocolos exigidos.
O coordenador do Programa de Sistema de Mitigação de Risco para Cucurbitáceas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, destacou que o reconhecimento exigiu acompanhamento contínuo das propriedades.
“Foram feitas coletas regulares e um monitoramento permanente nas áreas de produção por um período ininterrupto de seis meses para demonstrar a ausência da praga, em conformidade com os protocolos exigidos”, explicou.
Habilitação amplia oportunidades para produtores
A entrada de Britânia no sistema permite que produtores locais atendam às exigências de mercados internacionais que adotam restrições quarentenárias relacionadas à mosca-das-frutas.
O Sistema de Mitigação de Risco estabelece procedimentos de monitoramento e controle fitossanitário destinados a reduzir o risco de disseminação de pragas durante a produção e a comercialização dos frutos.
Para o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a habilitação representa um avanço para a fruticultura goiana.
“Trabalhamos para que o produtor goiano tenha respaldo técnico e possa chegar a mercados mais exigentes, mantendo o rigor fitossanitário em todas as fases. A inclusão de Britânia é fruto desse investimento e da dedicação da nossa equipe”, afirmou.
Parceria entre produtores e órgãos de defesa agropecuária
O processo de habilitação contou com a atuação conjunta da Agrodefesa, dos produtores rurais e dos responsáveis técnicos pelas áreas de cultivo.
A Agência acompanhou as atividades de monitoramento e participou da elaboração do projeto técnico encaminhado ao Ministério da Agricultura.
Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, essa integração tem contribuído para ampliar o número de municípios goianos reconhecidos pelo sistema.
“Estivemos ao lado dos produtores e dos responsáveis técnicos, orientando o monitoramento e elaborando o projeto técnico encaminhado ao Ministério. Essa parceria entre o setor público e o produtivo vem aumentando, a cada ano, o número de municípios goianos no SMR”, destacou.
Com a inclusão de Britânia, Goiás amplia a área habilitada para a produção de cucurbitáceas destinadas a mercados internacionais que exigem o cumprimento de protocolos específicos de defesa vegetal.
O reconhecimento representa uma nova oportunidade comercial para os produtores do Vale do Araguaia, condicionada à manutenção das exigências fitossanitárias estabelecidas para a exportação.






