O plantio da primeira safra de milho 2026/27 alcançou 30,8% da área prevista no Brasil até 2 de outubro, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O ritmo está acima dos 29,1% registrados no mesmo período de 2025 e também supera a média de 27,9% das últimas cinco safras.
No Rio Grande do Sul, ainda há áreas a serem implantadas na Metade Sul e no Planalto Superior. Em outras regiões do estado, as lavouras apresentam, de forma geral, condição regular. Algumas áreas já receberam aplicações de nitrogênio em cobertura e manejos fitossanitários.
Na Campanha e nas Missões, porém, temporais provocaram danos às lavouras e também à infraestrutura, incluindo pivôs de irrigação.
Em Santa Catarina, o avanço do plantio foi mais expressivo no Extremo Oeste e no Oeste. As lavouras apresentam boa germinação, emergência satisfatória e desenvolvimento vegetativo inicial adequado, favorecidos pela umidade.
O excesso de chuvas, por outro lado, limitou algumas operações e pode ter prejudicado o estande em áreas mal drenadas. A atenção fitossanitária está voltada para cigarrinha-do-milho, percevejos e lagarta-do-cartucho. Ventos fortes também aumentam o risco de tombamento e acamamento.
No Paraná, as precipitações recentes favoreceram as lavouras, e a semeadura está avançada, com bom desenvolvimento.
Em Goiás, os trabalhos ainda são incipientes em áreas irrigadas do Leste. Nas áreas de sequeiro, o ritmo deve aumentar com a consolidação do período chuvoso.
Já em Minas Gerais, a implantação ocorre principalmente em áreas irrigadas destinadas à produção de sementes.






