Atividade econômica brasileira cresce 2,5% em 2025, aponta Banco Central
A atividade econômica brasileira cresceu 2,5% em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central do Brasil (BC). O resultado consta no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que acompanha o desempenho dos principais setores do país.
A agropecuária puxou o avanço anual, com alta de 13,1%. A indústria cresceu 1,5%. Já o setor de serviços avançou 2,1%. Quando o BC exclui a agropecuária do cálculo, o IBC-Br sobe 1,8% no ano.
Em dezembro de 2025, o índice recuou 0,2% na comparação com novembro, considerando os dados dessazonalizados. Na comparação com dezembro de 2024, o indicador avançou 3,1%, sem ajuste sazonal. No trimestre encerrado em dezembro frente ao trimestre finalizado em setembro, o IBC-Br registrou alta de 0,4%.
O BC utiliza o IBC-Br para monitorar a evolução da atividade econômica. O índice reúne dados de indústria, comércio, serviços, agropecuária e arrecadação de impostos. Apesar disso, a autarquia ressalta que o indicador não é uma prévia oficial do Produto Interno Bruto (PIB).
Selic e decisões do Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) analisa o desempenho da economia para definir a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. A taxa é o principal instrumento do BC para cumprir a meta de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Quando o Copom eleva a Selic, busca conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Com isso, ajudam a reduzir a inflação, mas podem desacelerar a economia.
Quando o comitê reduz a taxa, o crédito fica mais barato. A medida incentiva o consumo e a produção. No entanto, o controle sobre a inflação diminui.
Em janeiro, a alta da energia elétrica e da gasolina pressionou os preços. A inflação oficial fechou o mês em 0,33%, mesmo índice registrado em dezembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,44% em 2025. O resultado permanece dentro do intervalo de tolerância da meta.
Juros seguem em nível restritivo
Diante da moderação da atividade econômica e da trajetória da inflação, o Copom manteve a Selic pela quinta reunião consecutiva, no fim de janeiro. Em ata, o comitê confirmou que iniciará a redução dos juros na próxima reunião, em março. Contudo, não informou o tamanho do corte.
O BC afirma que a economia opera acima do potencial de expansão, mas sem pressionar a inflação de forma relevante. Ainda assim, mantém os juros elevados devido à resiliência de fatores que afetam os preços atuais e futuros. Entre eles, destaca-se o dinamismo do mercado de trabalho.
A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após cair para 10,5% em maio de 2024, a taxa voltou a subir em setembro daquele ano. Em junho de 2025, alcançou 15% ao ano e permanece nesse patamar.
Diferença entre IBC-Br e PIB
O IBC-Br tem metodologia diferente da utilizada no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). O IBGE divulga o PIB como indicador oficial da economia brasileira. O cálculo considera a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país.
No terceiro trimestre de 2025, a economia cresceu 0,1%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística classificou o resultado como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para 3 de março.
Em 2024, o PIB registrou alta de 3,4%. Foi o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021, quando o indicador avançou 4,8%.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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