O Adicional de Periculosidade para Motociclistas: Um Direito Valioso

O Adicional de Periculosidade para Motociclistas: Um Direito Valioso

🚨 Se você trabalha todos os dias em cima de uma moto — seja entregador, motoboy, técnico externo, vendedor, cobrador ou qualquer função que exija deslocamento constante — existe um direito que pode aumentar significativamente a sua renda: o adicional de periculosidade.

💸 Esse adicional representa 30% do salário-base, pago mês a mês enquanto houver exposição ao risco. E esse valor não é pequeno.

💰 Veja o impacto direto no bolso:
📌 Salário de R$ 1.500 → adicional de R$ 450/mês → R$ 5.400/ano
📌 Salário de R$ 2.000 → adicional de R$ 600/mês → R$ 7.200/ano

Agora imagine isso acumulado por anos de trabalho. Não é detalhe — é dinheiro que faz diferença real na sua vida.

🆕 A nova NR-16 muda o jogo a partir de abril de 2026
A atualização da norma trouxe exceções (como o trajeto casa–trabalho) e passou a exigir laudo técnico, o que vai tornar mais rigorosa a análise de cada caso. Isso abre espaço para duas situações:

1️⃣ empresas podem negar o adicional alegando encaixe em “exceções”;
2️⃣ trabalhadores podem perder o direito por falta de documentação correta.

🧩 Por isso, entender sua rotina, suas tarefas e como sua empresa estrutura essas atividades será decisivo nos próximos meses.

🔗 O ponto que muita gente esquece: o prazo
Se você já saiu da empresa, tem até dois anos para cobrar judicialmente o adicional não pago.
E se ainda está trabalhando, só consegue recuperar os últimos cinco anos.

⏳ Ou seja: cada mês que passa é um mês de dinheiro que não volta mais.

Quando buscar orientação jurídica?
📍 Se você usa moto todos os dias no trabalho;
📍 Se faz entregas, visitas técnicas ou atividades externas;
📍 Se nunca recebeu o adicional;
📍 Se sua empresa alegou exceções da NR-16;
📍 Se não existe laudo técnico claro;
📍 Se você saiu da empresa há menos de 2 anos.

🏍️ Motociclistas lidam com risco real — chuva, trânsito intenso, quedas, colisões e imprevisibilidade. O adicional existe para compensar exatamente esse risco.

✅ E se você trabalhou exposto e não recebeu, não é “favor” pedir: é seu direito por lei.
Mas esse direito tem prazo. E uma oportunidade perdida hoje não pode ser recuperada amanhã.

Share this content:

Gessica Vieira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.