O agronegócio brasileiro acompanha diferentes movimentos nesta semana, com mudanças no mercado de fertilizantes, avanço do plantio da soja, crescimento da produção de algodão, oscilação do dólar e atenção ao início da lavoura de feijão.
O Brasil acumulou seis meses consecutivos de queda nas importações de fertilizantes. Entre janeiro e setembro, foram cerca de 28,47 milhões de toneladas, contra 33,73 milhões no mesmo período de 2025. Em setembro, o volume chegou a 3,10 milhões de toneladas, uma queda de quase 28%.
Mesmo com a redução no volume importado, o preço médio permaneceu acima do registrado no ano anterior, chegando a US$ 378,89 por tonelada.
Em Goiás, o plantio da soja 2026/27 chegou a 5% da área prevista. O avanço, porém, ocorre em ritmo mais lento devido à irregularidade das chuvas.
No Centro-Norte goiano, a distribuição das precipitações exige atenção dos produtores. A umidade do solo é um dos fatores que influenciam o momento de entrada das máquinas e o estabelecimento das lavouras. As projeções para dezembro também estão no radar, com possibilidade de chuvas abaixo da média.
No algodão, Mato Grosso ampliou significativamente a produção ao longo dos últimos anos. Na safra 2007/2008, o estado produziu 1,99 milhão de toneladas de algodão em caroço. Já em 2024/25, a produção chegou a 7,32 milhões de toneladas.
Além da fibra, a cadeia aproveita o caroço, as fibras curtas e outros subprodutos para diferentes finalidades, como produção de óleo, alimentação animal, biocombustíveis, papel e materiais industriais.
No mercado financeiro, o dólar voltou a superar a marca de R$ 5 nesta quarta-feira. A moeda chegou a R$ 5,0078 no mercado à vista, depois de acumular queda de 4,65% nas duas sessões anteriores.
Já no cultivo do feijão, os primeiros dias da lavoura exigem atenção ao solo, às sementes e à nutrição. A análise da fertilidade, da umidade e da compactação do solo ajuda no planejamento, enquanto a qualidade das sementes influencia a formação e a uniformidade da lavoura.
Na safra 2025/2026, o Brasil produziu 2,95 milhões de toneladas de feijão, enquanto a demanda doméstica projetada chegou a 2,7 milhões de toneladas.


