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Agrodefesa avalia qualidade de sementes comercializadas no mercado

Foto: Internet
Visando garantir que os materiais de propagação comercializados no Estado possuam origem, sanidade e identidade conhecidas, que atendam às normas e padrões de qualidade exigidos na legislação pertinente...

Com o início do período chuvoso, que viabiliza o plantio da nova safra de verão, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensifica a coleta de amostras e análise laboratorial de sementes ofertadas por produtores e lojas de insumos agrícolas. O objetivo é garantir que os agricultores utilizem produtos de qualidade, tanto no estabelecimento das lavouras quanto na formação e reforma de pastagens.

O trabalho é desenvolvido pela Gerência de Fiscalização Vegetal com apoio do Laboratório Oficial de Análise de Sementes/Laboratório de Controle de Qualidade de Sementes e Mudas – Laso/LabSem, visando garantir que os materiais de propagação comercializados no Estado possuam origem, sanidade e identidade conhecidas, que atendam às normas e padrões de qualidade exigidos na legislação pertinente.

O presidente da Agrodefesa, José Essado, argumenta que o uso de sementes de má qualidade, que estejam em desacordo com as recomendações técnicas e legais, pode ocasionar grandes prejuízos aos produtores. Segundo ele, quando isso ocorre, quase sempre é necessário fazer um novo plantio, com desperdício de tempo e insumos, o que eleva os custos. Daí a importância do trabalho realizado pela Agência, que se empenha para garantir a oferta de sementes de qualidade, com as especificações adequadas.

Procedimentos

Nesta temporada, os fiscais da Agrodefesa estão coletando amostras de sementes de soja, milho e feijão e de forrageiras, ofertadas no mercado, nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. Ao todo haverá coleta de 339 amostras das diversas culturas. Os materiais são obtidos em lojas comerciais, selecionadas de forma aleatória. As sementes podem ser coletadas também em fazendas que já compraram sementes e estão aguardando a melhor época de plantio.

As amostras são retiradas em duplicatas, isto é, duas caixinhas de cada lote. Uma delas é encaminhada para análise laboratorial e outra, devidamente lacrada pelo fiscal da Agrodefesa, fica em poder do produtor ou lojista para contraprova, se for necessário. No caso de forrageiras, as sementes coletadas passam por um processo de homogeinização, um procedimento muito importante para a próxima etapa que é o teste de pureza. De modo geral, todas as etapas de coleta e análise de amostras cumprem uma série de normas e determinações legais, para garantir a lisura de todo o processo.

As amostras são encaminhadas para o Laso/LabSem que, por seu turno, faz acurada análise dos materiais a fim de determinar a identidade e qualidade por meio de métodos, padrões e procedimentos estabelecidos na legislação. O Laso/LabSem é credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e recebeu reconhecimento formal por sua excelência técnica e de seu sistema de garantia de qualidade.

No laboratório, os materiais são submetidos a análise de pureza, determinação de outras sementes por número, teste de germinação, análise de sementes revestidas, teste de tetrazólio (viabilidade), exames de sementes infestadas (danificadas por insetos) e outras provas científicas. Após todas essas etapas, o laboratório encaminhará o Boletim de Análises de Sementes à Gerência de Fiscalização Vegetal.

Se o lote de semente analisado estiver fora do padrão, a Agrodefesa oferecerá ao produtor das sementes a possibilidade de reanálise, podendo inclusive indicar seu responsável técnico para o acompanhamento da análise.

Fonte: Portal Goiás
Jornalismo Portal Panorama
panorama.not.br

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