Goiano está ficando menos tempo casado, aponta pesquisa do IBGE
O tempo médio de casamento de pessoas de sexos opostos em Goiás caiu 4,3 anos em uma década. É o que aponta a Estatística do Registro Civil divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta quarta-feira (9). Segundo o estudo, em 2009 o casamento durava em média 16,7 anos, mas caiu para 12,4 anos em 2019. Essa redução também é vista em nível nacional, caindo de uma duração média de 17,5 em 2009 para 13,8 no ano passado.
A pesquisa também identificou que o número de casamentos em Goiás caiu 2,0% em relação a 2018, mas subiu em Goiânia. O estado registrou 37.369 casamentos civis em 2019, sendo 135 entre pessoas do mesmo sexo. Queda parecida foi observada nos casamentos entre cônjuges masculino e feminino, 1,8%. Já nos casamentos de pessoas do mesmo sexo, foi registrada uma redução de 38,1% entre os anos considerados.
Em Goiânia houve um aumento de 1,5% dos casamentos registrados. Ao analisar os dados de casamentos entre pessoas de sexos opostos, o crescimento é de 2,0%, diferente da média nacional, em que houve diminuição de 2,7%. Entre cônjuges do mesmo sexo houve redução.
Já os divórcios consensuais chegaram a 60% em 2019. No estado foram registrados 7.567 processos, desses 4.577 foram consensuais. Ao analisar os pedidos não consensuais, os homens foram requerentes em 58,6% enquanto as mulheres solicitaram a dissolução da união em 41,4%. Neste item, Goiânia apresentou proporção menor em relação ao estado, ficando com 51,9% consensuais contra 48,1% não consensuais. Desse total, 58,3% foram solicitados pelos maridos e 41,7% pela esposa.
Ainda em relação ao casamento, a pesquisa mostra que tanto homens quanto mulheres estão se casando mais velhos, seguindo uma tendência nacional. Ao comparar os dados, em 2009 a média era que os homens se cassassem com 28,4 anos e as mulheres com 25,5. Em 2019, esses números subiram para 29,9 para os homens e as mulheres com 27,5.
Outro índice analisado é a gravidez depois dos 30 anos. Em 2019, houve um aumento de 34,6% na proporção de nascimentos de bebês com mães que possuíam 30 anos ou mais na data do parto. Em 2009, apenas 22,0% das mães estavam nessa faixa. A pesquisa apontou uma pequena redução da proporção das mães com menos de 15 anos, bem como uma diminuição na faixa seguinte de 15 a 19. Houve aumento em todas as faixas acima de 25 anos, exceto na faixa etária acima de 50, que praticamente manteve-se no mesmo patamar.
Ao analisar os dados de nascimentos, Goiás registrou uma queda de 2,3% no número de nascimentos em 2019 comparado a 2018. No ano passado, o estado registrou 95.852 nascimentos, sendo que 19.560 foram em Goiânia. Foram registrados no estado, além desses, outros 916 nascimentos de anos anteriores. Em 2018, foram 98.148 nascimentos.
Óbitos
A pesquisa apontou também que em 2019 houve um aumento de 3,8% dos óbitos em Goiás. No ano passado foram registrados 39.485 contra 38.028 em 2018. A morte de homens representa 57,80% e de mulheres 41,2%. No entanto, o estudo mostra queda do número de óbitos por causas violentas, segundo o lugar de residência do morto. Foram 3.716 em 2018, e 3.437 em 2019, representando uma diminuição de 7,5%. Em 2019, 2.924 homens foram a óbito de forma violenta contra 513 mulheres.
Os óbitos fetais também apresentaram redução de 11,6% ao comparar os dados de 2019 com 2018. Em 2019, foram 757 contra 856 em 2018, isso considerando o local de domicílio da mãe. Ao fazer o recorte por idade da mãe, a faixa etária que apresentou maior diminuição foi de 25 a 29 anos, com 32,4%. Em Goiânia, os números se mantiveram bem próximos ao do ano anterior, totalizando 172 em 2018, e 175 em 2019.
Fonte: O Popular
Foto Capa: Internet
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