AgroBr destaca mercado da soja, boi gordo, fertilizantes e café
O agronegócio reúne desafios e oportunidades em diferentes áreas, desde a comercialização das safras até os custos de produção e o desenvolvimento de novas tecnologias. Esses são alguns dos temas do episódio 142 do AgroBr, que também aborda a conservação ambiental e as perspectivas para a cafeicultura brasileira.
Soja e algodão avançam nas vendas da safra 2026/27
Em Mato Grosso, a comercialização antecipada da safra 2026/27 apresenta ritmos diferentes entre as principais culturas. Segundo os dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) apresentados no programa, a soja chegou a 43,73% da produção estimada negociada em setembro, avanço de 4,61 pontos percentuais em relação a agosto.
A valorização das cotações na Bolsa de Chicago favoreceu as vendas antecipadas. No algodão, a comercialização alcançou 43,38% da produção projetada. Já o milho chegou a 19,79% da safra estimada negociada, em um cenário de maior cautela dos produtores diante das condições de mercado e do ritmo de compra de insumos.
Mercado do boi gordo tem perspectiva positiva
O mercado do boi gordo apresenta perspectivas positivas para os preços, mas a oferta de animais no fim do ano exige atenção dos pecuaristas.
A possibilidade de concentração de animais disponíveis para abate no último bimestre pode influenciar as negociações entre produtores e frigoríficos. No mercado futuro, as cotações sinalizam valores próximos de R$ 400 por arroba para o fim do ano.
Nesse cenário, estratégias de proteção de preços e o acompanhamento das condições de comercialização podem ajudar a reduzir a exposição às oscilações do mercado.
Tecnologia busca melhorar o aproveitamento dos fertilizantes
Novas tecnologias procuram aumentar a eficiência da adubação e reduzir as perdas de nutrientes no campo. Entre as alternativas estão fertilizantes de liberação lenta ou controlada, soluções para reduzir perdas de nitrogênio e o uso de microrganismos que ampliam a disponibilidade de nutrientes no solo.
Segundo Valter Casarin, coordenador científico da iniciativa Nutrientes para a Vida, a escolha das tecnologias deve considerar as características da região, da cultura e do sistema produtivo.
A dependência brasileira de fertilizantes importados também permanece como um desafio. A análise da fertilidade do solo é importante para orientar a adubação e evitar cortes que possam comprometer a produtividade.
Amazônia Central reúne biodiversidade e áreas protegidas
O episódio também apresenta o Complexo de Conservação da Amazônia Central, território com mais de seis milhões de hectares reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
A área reúne os parques nacionais de Anavilhanas e do Jaú, além das reservas de desenvolvimento sustentável Mamirauá e Amanã. O complexo abriga uma grande diversidade de espécies e oferece possibilidades de turismo de natureza, como passeios de barco, trilhas e observação da fauna.
A conservação desse território é fundamental para proteger as florestas, os rios e a biodiversidade amazônica.
Cafeicultor perde poder de compra de fertilizantes
Na cafeicultura, a queda dos preços do grão combinada à alta dos insumos reduziu o poder de compra dos produtores em setembro, no início da adubação da safra 2027/28.
De acordo com os dados do Cepea apresentados no programa, o cafeicultor precisou de quase 20% mais café para adquirir a mesma quantidade de fertilizante em comparação com agosto.
Diante desse cenário, o planejamento dos custos, a análise do solo e a avaliação das necessidades nutricionais da lavoura ganham importância para orientar as decisões de manejo e preservar a produtividade.



